No último final de semana eu e o Pe fomos para Praia Grande para descansar e fazer um jantar japonês.
A idéia era fazer temakis (para quem não conhece são aqueles cones de alga), sashimi de salmão (peixe cru), e harusame (uma salada de macarrão japonesa). Para quem não tem prática como eu, fiquei muito empolgada em cozinhar algo exótico! E no fim, ficou maravilhoso. Vou compartilhar com vcs essa nossa experiência gastronômica.
- Para fazer Temakis:
Compre alga desidratada em qualquer loja de produtos japoneses. Em geral, ela vêm na forma de um quadrado, mas vc pode cortar no meio com uma faca afiada, afinal precisamos de retângulos! Compre também vinagre de arroz (su), arroz japonês, cebolinha, maionese, e um filé de salmão. Achamos um lugar muito legal para comprar salmão (que deve estar bem embalado e fresco, pois será consumido cru), no supermecado Hirota.
Para preparar cerca de 14 temakis, nós usamos uma xícara de arroz japonês, cozido sem tempero em 2 copos de água (depois de cozido é legal mantê-lo tampado para não ressecar). Enquanto o arroz esfria, faça o vinagre mágico, que eu percebi que pode ser usado em quase tudo da culinária japonesa: coloque meio copo do vinagre, umas duas colheres de chá de açúcar, meia colher de sal, um dedo de saquê, ajinomoto à vontade, e vá experimentando, até ficar bem agridoce. Com o arroz já frio, misture o vinagre mágico, e vc terá o arroz que vai tanto nos temakis quanto nos sushis.
Cortamos meio filé de salmão, cerca de 250g (corte o pedaço mais irregular em cubos de meio centímetro) e misturamos com cebolinha. É importante deixar o salmão o menos tempo fora da geladeira, para não estragar.
Para enrolar, coloque o arroz em apenas um dos lados do retângulo, passe uma camada fina de maionese, e um pouco do salmão temperado. Pegue uma das extremidades inferiores e puxe para o centro, na parte superior, e continue enrolando. Para ele não desenrolar, ponha um grão do arroz, que serve como cola! Sirva com shoyo e wasabi (aquela pasta verde ardida).
Uma dica: deixe tudo reservado em tigelas, para que os convidados possam montar seus próprios temakis!!! É bem divertido.
- Para fazer sashimis:
Pegue o filé do salmão que sobrou e corte em fatias finas de meio dedo. É legal ralar um pouco de nabo e deixar no congelador, para enfeitar o prato (nós não achamos para comprar na praia). Um dica também é deixar a travessa que será servido o sashimi na geladeira antes de começar a cortar, para que ela possa manter a temperatura do peixe. Servir também com shoyo e wasabi.
- Para fazer o harusame:
Compre um macarrão feito de arroz, que também é vendido em lojas japonesas. Deixe a água ferver e coloque um fio de óleo. O macarrão é bem fino, e deve ser cozido bem rápido (1-2 min), e escorrido em água fria. Enquanto esfria, faça um omelete com açúcar (umas duas colheres de chá para cada ovo) e corte em tiras pequenas, bem como um pouco de presunto, e pepino japonês (aquele que não tem semente). Misture com o macarrão frio, e tempere com o vinagre mágico à vontade! Fica bom também acrescentar gergelim.
- Para fazer uma entrada:
Muito fácil. Corte rodelas de pepino japonês, e tempere com o vinagre mágico e um pouco de gergelim! Seu jantar japonês estará completo!
Não esqueça de acompanhar tudo com um chá verde bem quentinho (na culinária japonesa é assim: comida fria e bebida quente!)
Nossa vida anda ocupada, com muito trabalho e muitas aulas de noite. Essa correria tem nos afastado um pouquinho, mas temos tentado aproveitar o máximo os fins de semana para ficarmos juntos, mesmo que só assistindo TV debaixo das cobertas ou participando dos jantares saborosos oferecidos pelos pais do Pedro.
Ontem resolvemos sair de noite e fomos no Katanga Bar. O bar fica na Vl. Mariana e é legal, apesar dos garços terem um timing ruim (não trazer todos os pedidos de uma só vez, não entender direito o seu pedido). O bar serve petiscos japoneses, que incluem sushis e sashimis, temakis (o de salmão estava muito bom), e robatas, que são espetinhos com molho oriental. Porém um pouco caro.
Eu e o Pe conversamos um pouco sobre nosso futuro. Ele me contou mais sobre sua vontade de ir para outro país, e como isso vem crescendo nos últimos tempos. Como ele já sabia, e eu confirmei, apóio totalmente sua decisão, pois se ele acha que essa vivência é necessária para torná-lo uma pessoa melhor, quem sou eu para impedi-lo? Mas minha cabeça tem mudado um pouco acerca dessa possibilidade. Antes eu não cogitava acompanhá-lo, principalmente por causa da minha família e minha carreira. Mas talvez uma experiência de tal tipo, longe do papai e da mamãe seria uma ótima oportunidade para crescer como pessoa. E talvez também na carreira, a longo prazo. Não tenho pretensões de continuar trabalhando na Nestlé por muito tempo, e sempre tive vontade de fazer cursos em outro país (um mestrado, por exemplo).
Vamos ver como as coisas irão caminhar. Não é fácil apoiar para alguém que você gosta tanto ir embora. Mas também faz parte apoiar os seus sonhos.
Modéstia à parte, minha descendência japonesa me permitiu iniciar muito cedo na arte de comer sushis. E por isso, acredito poder falar sobre essa maravilhosa comida, de sabor delicado, saudável e saborosa. Eu e o Pe já fomos experimentar alguns restaurantes por São Paulo, e vou deixar aqui algumas ótimas sugestões para nossos leitores.
Photo by Swerz
Wasabi: Fomos ontem nesse restaurante, que serve à la carte e rodízio de pratos frios e quentes (R$36,50) e somente de pratos quentes (R$30,50). Há grande variedade, e os pratos são muito bem preparados. Os cortes de sashimi são frescos. Ótimo atendimento. Gostei em especial do sushi com goiaba e dos gyoza. Melhor custo x benefício. (A comida estava tão deliciosa que me inspirou a escrever esse post!).
End: R. Machado Bittencourt, 51. (próx. do metrô Sta. Cruz). Tel: (11) 50843737
ShushiMasa: Já fui várias vezes. Também tem à la carte, mas o melhor é o rodízio (R$34,90). Os cortes de sashimi são muito bons. As porções são maiores. O serviço é regular, porque enche muito nos finais de semana. Eles tem um shimeji na manteiga que é tudo de bom, e também banana caramelizada de sobremesa.
End: R. Haddock Lobo, 895. (próx. do metrô Consolação). Tel: (11) 30837306
Yamaai: Restaurante badalado na Vl. Olímpia. Há grande variedade de pratos quentes e frios, e a qualidade dos ingredientes é boa. É um pouco mais caro (média R$50 por pessoa, no rodízio). O mais legal do lugar é a decoração, com luz baixa e mesinhas baixas com tatame para quem quiser comer à moda oriental.
End: R. Júlio Diniz, 158. Tel: (11) 38452263
Asia House: O Pe pode falar melhor, pois ele almoça lá pelo menos uma vez por semana. É um restaurante por quilo, com grande variedade e preço justo. Tem o básico, sushis, sashimis, pratos quentes (como yakissoba e frango xadrez). Mais para o dia-a-dia.
End: R. Augusta, 1918. (próx. do metrô Consolação). Tel: (11) 30640493
O feriado começou de verdade na quinta-feira, com a aula de Francês, e sem seguida a ida ao Matsuya, onde comemos, a Dê, eu e minha família (mãe, pai e irmão), um rodízio de comida japonesa. Empanturrados, eu e a Dê assistimos Dália Negra (Black Dahlia - 2006). Na verdade eu assisti o filme, porque, tendo acordado cedo pra trabalhar (no feriado para não ter que trabalhar na sexta), a Dê dormiu no meu colo quase o filme inteiro. Falando no Dália, é um filme de detetive muito bom, mas bastante denso, com aquela narração em voice-over feita pelo personagem principal, que tenta solucionar um assassinato. Bem do jeito que eu gosto, mas reconheço que muita gente acha esse tipo de filme meio lento.
Voltando ao feriado, depois de um começo de sexta-feira meio lerdo, peguei a Dê na casa dela e fomos para o sítio. O número de supermercados que passamos reflete o exagero da quantidade das nossas compras: passamos em um Extra ainda aqui em São Paulo, e em um supermercado em Piedade (para comprar frutas). Quando chegamos no sítio, já estava escuro. Preparamos vinho quente, e pipoca para enfrentar a noite fria da região serrana. Também comemos uns sanduíches de frios, só de gulodice mesmo, porque já era tarde.
Sábado de manhã, tomamos um café da manhã reforçado, e saímos para passear. Na volta, colhemos algumas limas da pérsia, limões rosa e laranjas, e fizemos o que foi batizado como multicaipirosca (sim, é um nome bem nerd), na qual também vai hortelã, além, é claro da vodka. O dia estava gostoso e ensolarado, e passamos um bom pedaço da tarde tomando a multicaipirosca e tocando violão.
Já passava das 4 quando fomos almoçar. O plano era fazer um macarrão, e depois preparar os molhos para fazermos um fondue de carne. Mais uma vez exageramos na quantidade, e acabamos empanturrados de macarrão com molho pomarola, então deixamos a carne para lá. Mais à noite, fizemos uma tentativa de fondue de chocolate, sobre a qual não comentarei (se não também não sobra nada para a Dê falar!). Ah! Só não posso deixar de citar o Bordeaux que abrimos, presente da Tati, minha prima que mora em Paris.
E acham que já é o suficiente? Pois não! Voltamos hoje, com o carro lotado de verdura da horta, e chegamos a tempo para um rizoto de fígado de coelho aqui em casa, com uns bons amigos da família. Ficou ainda uma cogitação de irmos jantar na casa da Dê, comer a feijoada que a mãe dela fez hoje, mas depois de tanta comida, acabamos só saboreando alguns bolinhos de chuva recheados de goiabada.
Pois é. Os possíveis leitores que não nos conhecem devem achar que somos dois obesos. Sinto dizer que não poderiam estar mais errados, o que levará estes possíveis leitores à conclusão de que somos muito ruins. Fazer o que? Tem coisa melhor que passar o feriado comendo?
Essa semana é curta, mas mesmo assim só fico esperando chegar amanhã à noite, quando começa o feriado e vou passar o final de semana inteiro com a Dê
Teremos na quinta aula de francês e rodízio de sushi, e na sexta vamos para o sítio (onde faz muito frio e tem lareira). Lá os planos são: fondu (chocolate ou queijo, ainda a decidir), violão, se estiver sol, passeio, aconchego, cozinha... que mais? Pensando bem, precisa de mais?