Hoje foi um dia bem cheio. Acordamos um pouquinho mais tarde para aproveitar o confortável aposento do hotel, e depois do café, pegamos o carro rumo à Norcia, uma cidadezinha bem pequena perto de Foligno, que é toda murada e mundialmente conhecida pelas trufas e pela tradição dos embutidos, conhecida como norcineria. Olhamos no mapa e decidimos que iríamos pegar uma estradinha pelo norte da cidade para tentar passar num vilarejo chamado de Casteluccio. Para se ter uma idéia, não está no mapa!
A estrada foi fazendo muitas e muitas curvas pelos morros, e eu cada vez mais enjoada.... blah.... depois de um tempo o carro começou a subir, subir, subir.... Entramos na região do Parque Nacional do Monte Sibiliini. Eu já tinha visto umas fotos de Casteluccio, e não sabia direito o que iria encontrar, já que estamos na primavera. Mas aos poucos a neve dos picos mais altos das montanhas foram aparecendo e eu fiquei muito feliz com aquela paisagem maravilhosa. Recomendamos a todos que venham visitar essa região.
Mas de repente.... eis que surge após mais uma curva o Monte Vettore, de 2476m, com picos cheio de neve. MUITO BONITO! E num morro do outro lado de um vale cheio de flores estava Casteluccio. Ainda próximos ao vilarejo almoçamos num restaurante bem pequeno, mas confortável, onde comi sopa de lentillhas (que são cultivadas aqui) e o Pedro comeu gnnochi e queijo com proschiuto (como era mesmo o nome?).
Seguimos viagem passando por mais estradas curvilíneas e mais morros e montanhas, rumo à Roma. Chegamos por volta de 18hs, brigando pela estrada. Hehehe. Eu e o Pedro estávamos bem perdidos (da próxima vez, vamos dar um jeito de andar com GPS no carro) e começamos a discutir sobre o pedágio (que não tinha nada de especial, era só pegar a tarjeta que vc retira num máquina e pagar para o cara da cabine alguns kilômetros depois). Nos perdemos bastante depois de entrar em Roma. Aqui é bem confuso, não tem indicações, é ruim de estacionar. Ai ai ai. Mas enfim, achamos o B&B que vamos ficar por esses dias. Nos pareceu simples, mas suficiente.
Fomos devolver o carro alugado na estação de trem. E mais confusões: não sabíamos onde estacionar. Depois fomos descobrir que tínhamos parado em lugar proibido, e que o carro devia estar em outro lugar. Enfim... confusões e discussões a parte, vamos ver o que Roma vai nos oferecer!
Enquanto isso vou dormir pensando nas montanhas com picos nevados e os vales cheios de flores coloridas
Hoje acordamos cedo em Pesaro, onde passamos a noite. Tomamos café, ainda demos uma passada pela calçada da praia, e de lá, depois de alguns kilômetros, nos despedimos do mar rumo ao interior da Itália. Não posso esquecer de comentar que o sol saiu hoje... e ontem, que podíamos ter pego uma praia, ele se escondeu! Coisas de Murphy.
Seguindo pela estrada, logo o terreno plano deu lugar às montanhas dos Apeninos. O caminho ficou bem bonito, principalmente depois que entramos na Umbria. Essa região é conhecida como o "coração verde" da Itália. Logo avistamos Gubbio, uma cidade medieval (como outras existentes por aqui). Alcançamos também Assisi, onde almoçamos e visitamos a igreja de San Franscesco. A cidade é encantadora, fica bem no alto e possui ruazinhas estreitas no estilo medieval.
Descemos de tarde as colinas para alcançar Foligno, em busca da casa onde o avô do Pedro morou e deixou nos anos 50. A cidade é bem bonitinha, mas o trânsito é meio caótico porque além da falta de semáforos e placas com os nomes das ruas, elas são muito estreitas. Na busca de um lugar para estacionar, o Pedro deu uma ré e não viu o muro... bateu o carro que alugamos! Eu fiquei muito brava... ainda bem que foram só uns arranhões.
Encontramos finalmente a casa (que não tinha mais a numeração indicada no mapa do avô do Pedro) com a ajuda de umas pessoas que moram em frente da casa e que conheciam os Angelini. Foi bem emocionante. Eles nos serviram café e conversaram com o Pedro, que ficou muito feliz.
Bom, missão cumprida, fomos para o nosso hotel 4 estrelas chamado Delfina Palace, aqui em Foligno mesmo, de onde escrevo agora. O hotel é bem confortável e possui um jardim com oliveiras. Bem legal.
Ah não posso esquecer de dizer que comi, finalmente, trufas! Para quem não sabe, não são aquelas de chocolate, mas fungos que nascem embaixo da terra e que são colhidos (ou caçados) por cães farejadores. É uma iguaria muito cara (em São Paulo, por exemplo, um prato com trufas não sai por menos de 300 reais) e que são encontradas em poucos lugares no mundo. Eu achei muito bom. Mas amanhã nós vamos comer em Norcia, que é a cidade das trufas aqui na região.
Semana passada fomos na casa do Roger curtir um churrasco com as pessoas da Federal. Foi bem legal saber que depois de 8 anos que terminamos o colegial, as amizades permanecem...
Nós somo um casal viajante e amamos pegar a estrada. Desde que começamos a namorar, foram raros os feriados ou férias que ficamos em São Paulo. Em pouco mais de um ano, já fomos inúmeras vezes para Praia Grande, para Peruíbe, para Piedade. Enfrentamos 5000km de carro indo e voltando da Bahia. Mas não contamos sobre a primeira viagem que fizemos juntos, no Carnaval do ano passado, para Curitiba, provavelmente porque o deep ainda nem existia! Mas revendo as minhas fotos do Flickr, fiquei com saudades daquela linda cidade. Resolvi então contar um pouco sobre os passeios que fizemos por lá e dar algumas dicas para quem pretende visitar um dia.
Curitiba fica à 5hs de São Paulo e pode ser visitada em 3-4 dias. É uma cidade limpa e organizada. O grande atrativo da cidade são os parques e as áreas verdes de lazer. Eles são de fácil acesso (existem muitas placas indicando a localização), e possuem boa estrutura de visitação. São tantos parques pela cidade, que para uma visita rápida, é melhor visitar os principais. Alguns por onde estivemos:
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Jardim Botânico (cartão postal da cidade)
Parque Tangá (tem uma queda d'água enorme, e muitas pistas para caminhada)
Parque Barigüi (gigante!)
A Ópera de Arame também é uma atração famosa, e possui um café muito bom no andar inferior
O centro também possui prédios bem bonitos e muitas praças
Pela cidade há ainda atrações culturais, como o Museu Oscar Niemeyer
E de noite, um choppinho no Bar do Alemão
Há outros lugares turísticos que valem a pena ser visitados. Para comer e comprar vinhos, tem o bairro Santa Felicidade, com muitos restaurantes e lojas. E para comprar umas lembrancinhas, tem a feira de artesanato, que funciona aos domingos no Centro Histórico.
Essa é uma ótima dica de viagem para quem quer sair de São Paulo no feriado. Essa foi nossa primeira das nossas muitas aventuras mundo afora.
A minha sogra confundiu meu nome com o nome da ex do Pedro.
Até aí parece normal...
Mas para quem conhece a nossa história, sabe o quão foi complicado o triângulo amoroso da qual eu fiz parte algum tempo atrás. E para quem não sabe, vou brevemente contar.
Eu conheci o Pedro em 2002, quando tinha saído do colégio e estava no cursinho. Nós nos conhecemos no coral do conservatório, onde eu tocava piano e o Pê, violão. Nós não nos falávamos muito, até quando entramos na USP, e desde então ficamos muito amigos. Com aquela velha história de amor e amizade, eu fiquei a fim dele... mas como era muito tímida, não disse nada. Com a convivência intensa, ele logo conheceu a minha turma do colegial, e junto, uma amiga minha (muito parecida, por sinal). De repente eles ficaram, e eu fiquei muito chateada quando soube, porque ela sabia que eu era a fim dele. Foi um pouco complicado, fiquei mal, briguei com ambos, fiquei um bom tempo sem falar com eles.
As feridas se curaram com o tempo, eu namorei com o Rafa, e esqueci da história. Ano passado, fiquei solteira no início do ano, e o Pê no final, depois de três anos. Voltamos a nos falar, cada um teve suas aventuras, e no fim do ano rolou entre a gente numa noite qualquer. Desde então, o fantasminha da ex dele vive a me perseguir.
Não tenho qualquer mágoa ou raiva. Não tiveram culpados nem traídos nessa história. Mas qualquer menção à ela me incomoda. Ela deixou seus rastros. Tenho pesadelos. Já fiquei sem dormir. Sinto um pouco de culpa. Às vezes acho que estou num lugar que não é meu, principalmente quando me confundem com ela.
Mas mesmo que ela nunca venha a ler meu desabafo aqui, gostaria de dizer que nunca quis revidar o que aconteceu no passado. Não planejei, não enganei, não quis magoá-la. Espero que ela esteja bem e feliz.