No sábado, acordamos tarde… Existia uma certa idéia de sairmos para um passeio pela região, mas resolvemos nos contentar em passar horas almoçando (uma massa feita pelo Carlos, e mais frios toscanos, regados a vinho da região) e depois fomos fazer uma compra para abastecer a geladeira (mais do que já estava abastecida). Antes de sairmos, porém, o pessoal foi fazer uma siesta e eu fiquei conversando com o Carlos, o que, além de muito agradável, foi ótimo para treinar o meu Italiano.
À noite, um passeio pelos arredores do sítio, e um jantar-banquete novamente, só para não perder o costume.
No dia seguinte era dia de ira para San Giminiano e Siena, duas cidades medievais toscanas que mantém centros históricos com as construções antigas. San Giminiano, mais perto, é uma cidade bem pequena hoje em dia, apesar de já ter sido pólo da região. As 13 principais famílias tinham um jeito bem particular de mostrar seu poder, que era construindo torres no meio da cidade, por isso a cidade tem 13 torres, de alturas diversas. Subimos na maior delas para apreciar uma vista estonteante da Toscana e passeamos nas ruazinhas medievais onde só os moradores podem (ou querem) entrar com seus carros.
Siena, já é uma cidade bem maior (dá a impressão de ser próxima do tamanho de Florença). Seu centro já é um pouco mais arrumado para os carros, e tem uma Catedral lindíssima por dentro e por fora. O almoço em Siena não foi nada mal (apesar do calor que fazia), mas o ponto alto do dia foram os Gelatos da Praça central da cidade. Quase voltamos para comprar outro Na volta nos perdemos um pouco pois todas as placas pareciam apontar para uma cidade chamada Voltera, mas chegamos a tempo de um outro banquete na casa do Axel.
No dia seguinte, domingo, ficamos na casa. A Tati não parou de arrumar as coisas, e nós fomos dar uma volta para comprar algumas coisas e conhecer o Olivetto da família, que produz azeite (que inclusive estamos levando para o Brasil). Segunda-feira foi um dia curto, com muita arrumação de malas para fazer caber mais 3l de azeite e duas garrafas de vinho nas malas que já tinham passado os 15 kgs permitidos pela Ryanair, o vôo em si e a volta para a casa da Tati. Pelo menos aqui em Paris estava razoavelmente quente, então o choque não foi grande.
Saímos na sexta-feira para passear em Florença um pouco mais. Depois de uma volta, ficamos na fila para subir na Cupula do Duomo, que, além de demorar eras, tem uma subida bem mal organizada, com várias partes onde quem está subindo tem que esperar quem está descendo (estranho, pois o prédio é simétrico e poderia-se usar um lado para subir e o outro para descer, como no Vaticano…). Mas valeu a pena: o Duomo ainda é o ponto mais alto da cidade, e de lá pudemos ver não só Florença, como os arredores toscanos.
Cansados de subir escadas, resolvemos não ficar entrando em mais nenhuma atração florentina e ir buscar as malas no B&B para ir para Pisa, onde fomos encontrar com a Tati e o Axel, do lado da famosa torre inclinada.
Bom, pelo que deu para ver no mapa turístico, Pisa não tem milhares de atrações além do Campo dei Miracoli, que talvez se chame assim por ser um milagre nenhum dos prédios (todos meio tortos) ainda não ter caído. A Torre é de longe o mais torto, e o povo fica fazendo as famosas fotos de segurar ou empurrá-la, o que deixa o lugar com cara de praça chinesa na hora do Tai Chi Chuan (e isso é bem engraçado, por sinal).
Nada melhora mais o humor de viajantes cansados de carregar suas malas que tomar um Gelatto depois de deixá-las no carro - no caso uma Sear Marbella de 1900 e bolinha que iria ser nossa companheira pelos próximos dias. Depois desse passeio rumamos em direção à casa da família do Axel, onde íamos passar as próximas noites.
Chegando la, conhecemos o Zio Carlo, que foi nosso anfitrião nos dias seguintes. Ele nos preparou uma lasanha fresca que tinha encomendado no vilarejo local (hmmm) e uma selação de queijos e embutidos locais e franceses, todos regados com uma garrafa de vinho Chianti, produzido ali perto.
Hoje fizemos nossa primeira viagem de trem, após carregar nossas pesadas malas até a estação Termini, em Roma. A experiência foi boa. Depois de uma hora e meia de uma viagem confortável (bem melhor que a experiência do vôo da Ryanair) estávamos na estação Santa Maria Novella, em Florença. Após desembarcarmos, percebemos que não tínhamos trazido o endereço do B&B! Que cabeçudos. Mas enfim, tivemos a idéia de ligar o notebook na saída estação mesmo, e conseguimos conectar numa rede de Internet aberta, que nos salvou.
Ainda bem que o nosso B&B era bem perto da estação, e a caminhada não foi muito longa debaixo do sol de 30ºC. Nosso aposentos são bons, melhores que em Roma, e pela barganha de EUR58 por um quarto com suíte. Saímos para almoçar e comemos muito bem e depois de enrolar um pouquinho, fomos andar pela cidade. Florença, ou Firenze, é bem pequena, e dá para fazer tudo a pé (o que é bom, porque aqui não tem metrô!).
Caminhamos pelas ruas estreitas com prédios antigos, passamos pelo Duomo e chegamos até perto do rio Arno para avistar a Ponte Vecchio, que é bem famosa. Legal, mas… Atravessamos para tentar entrar no Giardino di Boboli, que é um parque gigantesco na cidade (pelo menos cobre uma parte verde bem grande no nosso mapa!). Porém eram 10 euros para entrar, e fechava logo. Achamos que não valia muito a pena. Aliás as atrações turísticas aqui encerram bem cedo (por volta das 18hs). Por isso é bom começar a passear logo de manhã.
Tomamos um gelato muito bom! Aliás, acho que é uma piada o que fazem com amantes de sorvete: fazem uma exposição ultra tentadora. Não tem como passar por uma gelateria e não comprar um sorvete… –.-*
Passamos ainda pela Piazza della Signoria, onde estão expostos David, de Michelângelo (na verdade a cópia, pois o original está na Galleria dell’Accademia, também aqui em Firenze) e outras estatuetas famosas. Ainda antes das 18hs resolvemos voltar para o B&B, onde estamos agora.
Amanhã de manhã vamos tentar entrar em algum monumento. De tarde, vamos pegar um trem até Pisa, e de lá encontrar a Tati e o Axel em frente à torre torta!
Estava comentando com o Pedro o quanto o dia de ontem foi o oposto do de hoje. Ontem estávamos no meio da Umbria, numa região do verde, das pequenas cidades, da tranquilidade, das belas paisagens; estávamos num hotel 4 estrelas, andando de carro... Hoje acordamos numa cidade não muito limpa, com um trânsito caótico, barulhenta e cheia; num bed&breakfast modesto, andando muito a pé e tentando achar as poucas estações de metrô da cidade.
Compramos o Roma Pass, que é um passe em que você paga EUR23.0 e visita duas atrações de graça e têm 3 dias de transporte livre. Pelo que vimos, vale a pena. Bom, mas reservamos o dia para visitar o Coliseu, o Palatino e o Fórum. Foi bem interessante, porém acho que as ruínas da Roma antiga se tornam mais interessantes se você sabe um pouco mais de história.
Foi um dia de muito sol aqui em Roma, e tivemos que fazer o passeio devagar e tomar bastante água. Estamos diminuindo um pouco o ritmo da viagem, pois afinal estamos de férias e também precisamos descansar!
Hoje foi um dia bem cheio. Acordamos um pouquinho mais tarde para aproveitar o confortável aposento do hotel, e depois do café, pegamos o carro rumo à Norcia, uma cidadezinha bem pequena perto de Foligno, que é toda murada e mundialmente conhecida pelas trufas e pela tradição dos embutidos, conhecida como norcineria. Olhamos no mapa e decidimos que iríamos pegar uma estradinha pelo norte da cidade para tentar passar num vilarejo chamado de Casteluccio. Para se ter uma idéia, não está no mapa!
A estrada foi fazendo muitas e muitas curvas pelos morros, e eu cada vez mais enjoada.... blah.... depois de um tempo o carro começou a subir, subir, subir.... Entramos na região do Parque Nacional do Monte Sibiliini. Eu já tinha visto umas fotos de Casteluccio, e não sabia direito o que iria encontrar, já que estamos na primavera. Mas aos poucos a neve dos picos mais altos das montanhas foram aparecendo e eu fiquei muito feliz com aquela paisagem maravilhosa. Recomendamos a todos que venham visitar essa região.
Mas de repente.... eis que surge após mais uma curva o Monte Vettore, de 2476m, com picos cheio de neve. MUITO BONITO! E num morro do outro lado de um vale cheio de flores estava Casteluccio. Ainda próximos ao vilarejo almoçamos num restaurante bem pequeno, mas confortável, onde comi sopa de lentillhas (que são cultivadas aqui) e o Pedro comeu gnnochi e queijo com proschiuto (como era mesmo o nome?).
Seguimos viagem passando por mais estradas curvilíneas e mais morros e montanhas, rumo à Roma. Chegamos por volta de 18hs, brigando pela estrada. Hehehe. Eu e o Pedro estávamos bem perdidos (da próxima vez, vamos dar um jeito de andar com GPS no carro) e começamos a discutir sobre o pedágio (que não tinha nada de especial, era só pegar a tarjeta que vc retira num máquina e pagar para o cara da cabine alguns kilômetros depois). Nos perdemos bastante depois de entrar em Roma. Aqui é bem confuso, não tem indicações, é ruim de estacionar. Ai ai ai. Mas enfim, achamos o B&B que vamos ficar por esses dias. Nos pareceu simples, mas suficiente.
Fomos devolver o carro alugado na estação de trem. E mais confusões: não sabíamos onde estacionar. Depois fomos descobrir que tínhamos parado em lugar proibido, e que o carro devia estar em outro lugar. Enfim... confusões e discussões a parte, vamos ver o que Roma vai nos oferecer!
Enquanto isso vou dormir pensando nas montanhas com picos nevados e os vales cheios de flores coloridas