Valeu mesmo.
O feriado começou de verdade na quinta-feira, com a aula de Francês, e sem seguida a ida ao Matsuya, onde comemos, a Dê, eu e minha família (mãe, pai e irmão), um rodízio de comida japonesa. Empanturrados, eu e a Dê assistimos Dália Negra (Black Dahlia - 2006). Na verdade eu assisti o filme, porque, tendo acordado cedo pra trabalhar (no feriado para não ter que trabalhar na sexta), a Dê dormiu no meu colo quase o filme inteiro. Falando no Dália, é um filme de detetive muito bom, mas bastante denso, com aquela narração em voice-over feita pelo personagem principal, que tenta solucionar um assassinato. Bem do jeito que eu gosto, mas reconheço que muita gente acha esse tipo de filme meio lento.
Voltando ao feriado, depois de um começo de sexta-feira meio lerdo, peguei a Dê na casa dela e fomos para o sítio. O número de supermercados que passamos reflete o exagero da quantidade das nossas compras: passamos em um Extra ainda aqui em São Paulo, e em um supermercado em Piedade (para comprar frutas). Quando chegamos no sítio, já estava escuro. Preparamos vinho quente, e pipoca para enfrentar a noite fria da região serrana. Também comemos uns sanduíches de frios, só de gulodice mesmo, porque já era tarde.
Sábado de manhã, tomamos um café da manhã reforçado, e saímos para passear. Na volta, colhemos algumas limas da pérsia, limões rosa e laranjas, e fizemos o que foi batizado como multicaipirosca (sim, é um nome bem nerd), na qual também vai hortelã, além, é claro da vodka. O dia estava gostoso e ensolarado, e passamos um bom pedaço da tarde tomando a multicaipirosca e tocando violão.
Já passava das 4 quando fomos almoçar. O plano era fazer um macarrão, e depois preparar os molhos para fazermos um fondue de carne. Mais uma vez exageramos na quantidade, e acabamos empanturrados de macarrão com molho pomarola, então deixamos a carne para lá. Mais à noite, fizemos uma tentativa de fondue de chocolate, sobre a qual não comentarei (se não também não sobra nada para a Dê falar!). Ah! Só não posso deixar de citar o Bordeaux que abrimos, presente da Tati, minha prima que mora em Paris.
E acham que já é o suficiente? Pois não! Voltamos hoje, com o carro lotado de verdura da horta, e chegamos a tempo para um rizoto de fígado de coelho aqui em casa, com uns bons amigos da família. Ficou ainda uma cogitação de irmos jantar na casa da Dê, comer a feijoada que a mãe dela fez hoje, mas depois de tanta comida, acabamos só saboreando alguns bolinhos de chuva recheados de goiabada.
Pois é. Os possíveis leitores que não nos conhecem devem achar que somos dois obesos. Sinto dizer que não poderiam estar mais errados, o que levará estes possíveis leitores à conclusão de que somos muito ruins. Fazer o que? Tem coisa melhor que passar o feriado comendo?