Domingo, 4 de abril de 2010
Desculpem aos leitores do deep, porque esse blog anda meio parado... O fato é que esse ano temos trabalhado muito, e temos tido vários projetos individuais e profissionais. Desta forma, tanto eu quanto o Pe temos feito poucos programas juntos. Depois de voltar das minhas super férias em fevereiro, quando viajei durante duas semanas para Natal, Pipa, Fernando de Noronha, Porto de Galinhas e Maragogi (ainda preciso contar sobre essa viagem!), tenho me dedicado ao mestrado e aos meus projetos lá na Nestlé. Agora na Páscoa, fui para S. J. do Rio Pardo, conhecer a fábrica maravilhosa. Aproveitamos e passamos um dia passeando em Caconde, que aliás, é uma ótima dica para quem quer fazer esportes radicais gastando pouco e se divertindo mais que em Brotas... Daqui a pouco vou para a casa do Pedro e matar a saudade. Ainda comentando sobre viagens, o Pedro foi mais uma vez para a China na semana passada, a trabalho, mas dessa vez pode conhecer Hong Kong além de Taipei, que fica em Taiwan. Neste momento ele já deve estar para pousar. 
Esse ano está sendo um ano de muitas viagens e muitos desencontros. Mas está muito legal, pois estamos com muitos desafios profissionais e muito assunto para conversar! Ainda falando de planos e viagens, talvez role mais uma nos próximos meses... mas como ainda não é oficial, vou deixar só uma dica: 
O Pedro ainda não tirou férias esse ano, e quem sabe será, finalmente, a oportunidade de passarmos um tempo juntos  Fotos by ttsam e Victor Radziun
Sábado, 12 de setembro de 2009
Esta viagem à Europa que a Dê e eu fizemos foi uma viagem bem "turistão": os lugares que passamos (Paris, Veneza, Roma e até a Toscana) são lugares bem conhecidos e detalhados nos guias de viagem. Mas tem um curto pedaço do nosso caminho que merece um post só dele, e este pedaço são os dois dias que andamos pela Umbria.  A Umbria é uma regione das menos povoadas da Itália. Ela fica a meio caminho entre Roma e Veneza, e sua capital é Perugia, que infelizmente não tivemos tempo de conhecer. Eu costumo chamar a Umbria de "Minas Gerais da Itália", primeiro porque é a única região que não tem acesso ao mar, e segundo porque é um lugar pouco conhecido pelos turistas estrangeiros, mas que todo Italiano adora pela comida e pelas paisagens.
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Sábado, 30 de maio de 2009

Bom, de volta a Paris... Ainda bem que o clima estava mais ameno, comparado aos 40ºC lá na Toscana... afe, que calor! Aproveitamos esses últimos dias de viagem para relaxar um pouquinho: visitar os museus de Paris (que são muitos), passear, fazer compras, gastar os nossos últimos euros... e enfim, dormir! Nesse 1 mês de viagem, acordamos cedo, andamos bastante, visitamos muitos lugares, nos perdemos. Foi muito bom diminuir o ritmo (olha a foto d'eu dormindo no Tuileries).  Na terça-feira fomos ao Musée d'Orsay, debaixo de uma chuva... Enfrentamos uma fila que não demorou muito. O museu é legal, grande (não tanto quanto o Louvre), e possui muitas autores famosas, como Manet, Cézanne, Courbet, Renoir, Degas, e Monet. Estava tendo também uma exposição das esculturas de Rodin. Recomendado. Saindo de lá o tempo melhorou, e fomos fazer umas compras e jantar num restaurante recomendando pela Tati. Tomei um "Kir royal" que me deixou meia tonta... hehehe... Na quarta-feira, programa turistão: Museu do Louvre. O museu é realmente gigantesco e é preciso escolher o que se quer ver, dentre as três alas do museu. Não preciso nem falar que vale a pena, especialmente a coleção egípcia, os apartamentos de Napoleão, a coleção da América/Ásia/Oceania (que não é muito visitada, mas dê uma passada), e é claro, a Monalisa e a Vênus de Milo. De noite encontramos a Tati e o Axel para comer um delicioso fondue... hummm. 
Na quinta, fomos num museu não muito conhecido, o Musée de l'Orangerie, que também fica no Jardin des Tuileries. O museu é pequeno (e talvez até decepcione um pouco aqueles que pagam a entrada de EUR 9.0). Mas Monet escolheu o museu para abrigar a sua série de Ninféias, pintadas em paineis gigantes. É bem legal para quem gosta de Impressionismo. O museu possui outras obras mais modernas, como Picasso, Renoir e Cézanne. Saindo de lá fomos à Defénse, bairro moderno nos arredores de Paris, onde já tinhamos passeado antes da Itália. Lá possui um shopping (do jeito que conhecemos) que é bom para fazer compras. Fomos na casa da Gisele, uma amiga do Pedro, que tinha nos convidado para jantar. Ela mora por lá num apartamento bem legal. O jantar estava ótimo (obrigado Gi !).
Terça, 26 de maio de 2009

No sábado, acordamos tarde… Existia uma certa idéia de sairmos para um passeio pela região, mas resolvemos nos contentar em passar horas almoçando (uma massa feita pelo Carlos, e mais frios toscanos, regados a vinho da região) e depois fomos fazer uma compra para abastecer a geladeira (mais do que já estava abastecida). Antes de sairmos, porém, o pessoal foi fazer uma siesta e eu fiquei conversando com o Carlos, o que, além de muito agradável, foi ótimo para treinar o meu Italiano. À noite, um passeio pelos arredores do sítio, e um jantar-banquete novamente, só para não perder o costume.  No dia seguinte era dia de ira para San Giminiano e Siena, duas cidades medievais toscanas que mantém centros históricos com as construções antigas. San Giminiano, mais perto, é uma cidade bem pequena hoje em dia, apesar de já ter sido pólo da região. As 13 principais famílias tinham um jeito bem particular de mostrar seu poder, que era construindo torres no meio da cidade, por isso a cidade tem 13 torres, de alturas diversas. Subimos na maior delas para apreciar uma vista estonteante da Toscana e passeamos nas ruazinhas medievais onde só os moradores podem (ou querem) entrar com seus carros. Siena, já é uma cidade bem maior (dá a impressão de ser próxima do tamanho de Florença). Seu centro já é um pouco mais arrumado para os carros, e tem uma Catedral lindíssima por dentro e por fora. O almoço em Siena não foi nada mal (apesar do calor que fazia), mas o ponto alto do dia foram os Gelatos da Praça central da cidade. Quase voltamos para comprar outro Na volta nos perdemos um pouco pois todas as placas pareciam apontar para uma cidade chamada Voltera, mas chegamos a tempo de um outro banquete na casa do Axel.  No dia seguinte, domingo, ficamos na casa. A Tati não parou de arrumar as coisas, e nós fomos dar uma volta para comprar algumas coisas e conhecer o Olivetto da família, que produz azeite (que inclusive estamos levando para o Brasil). Segunda-feira foi um dia curto, com muita arrumação de malas para fazer caber mais 3l de azeite e duas garrafas de vinho nas malas que já tinham passado os 15 kgs permitidos pela Ryanair, o vôo em si e a volta para a casa da Tati. Pelo menos aqui em Paris estava razoavelmente quente, então o choque não foi grande.
Quarta, 20 de maio de 2009
Ao chegarmos ao Vaticano hoje, lá pelas 10 da manhã, mais precisamente na Piazza San Pietro, nos deparamos com uma multidão e vários telões. Não sabíamos, mas de quarta-feira, o Papa dá audiências na praça, e nós chegamos bem na hora que ele estava chegando. Assistimos a chegada do Papa e o começo da cerimônia, e resolvemos rumar para o Museu do Vaticano, aproveitando que todo mundo estava na praça, e a Basílica estava fechada. Por um momento pareceu que a idéia não tinha dado muito certo, por que a entrada do Museu estava bem lotada, mas o pessoal de lá é bem organizado, e tudo correu direitinho, e em alguns minutos estávamos dentro. O Museu do Vaticano (Os Museus para ser mais preciso, por que o prédio é um complexo de museus) é enorme. Cobre desde arte e arqueologia egípcia de mais de 1.000 antes de Cristo, passando pela etrusca (um dos povos que viveu na região da Itália antes dos Romanos), cheios de objetos e urnas funerárias de uns 500 a 300 antes de Cristo, várias sala de arte grega, com muitíssimas estátuas em mármore. Continuando o caminho você consegue ver até obras recentes, do século XX como alguns quadros do Salvador Dali!  Mais para frente se encontram as estrelas do museu: as obras renascentistas de Rafael e Leonardo da Vinci, entre seus contemporâneos, incluindo pinturas e afrescos famosíssimos, chegando no ápice na esperada e magnífica Capela Sistina! Claro que ficamos um tempão no museu (umas 5 horas, parando para almoçar uns pedaços de pizza), mas é um passeio a se fazer. É uma pena que não dá para ficar rodando e lendo tudo o que está escrito nas plaquinhas de informações… Saindo do museu, fomos para a Basílica di San Pietro, construída no local da crucifixação (se diz isso?) do apóstolo Pedro (de ponta cabeça). A Basílica é enorme, muito cheia de gente e muito bonita. O altar tem quatro colunas retorcidas muito bonitas. Não fomos aos túmulos dos Papas (onde imagino que esteja o túmulo de Pedro também), mas subimos na cúpula, de onde se tem uma vista muito legal de Roma. Daqui a pouco vamos sair para comer alguma coisa legal na nossa última noite aqui em Roma (que foi uma cidade bem econômica, por sinal), e amanhã pegamos o trem para Florença!
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