Mas o que é deep?
O deep é o blog da Denise e do Pedro, um casal viajante, que juntos adoram viver novas experiências, conhecer novos lugares, provar novos sabores...
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Não sei se caso ou se compro uma bicicleta...Domingo, 16 de janeiro de 2011Conheci Milão, em cinco horasSegunda, 10 de janeiro de 2011
Era o tempo que eu tinha voltando de Padova, na Itália, para São Paulo via Milão. O vôo deixava a Itália às 20h30 rumo à Zurique... eu quis aproveitar para dar uma passadinha na capital da moda, mesmo com os meus 35kgs de bagagem! Após descobrir que a estação de trem de Milão - Milano Centrale - possuía um guarda-volumes no térreo para deixar as malas (EUR4,00 cada volume de 20kgs, por 5 horas), e também após vencer meus medos de ficar rodando na estação carregando a bagagem (mesmo na Europa, toda estação de trem é um pouco perigosa), decidi aproveitar e conhecer a cidade. Peguei o metrô na própria estação de trem - um euro a passagem - e depois de três paradas estava eu saindo da estação... de repente um susto: o Duomo é enoooorme! Realmente o estilo gótico é impressionante. Depois de tirar algumas fotos da Piazza, entrei no duomo, onde estava sendo celebrada uma missa. Estava tão lotado, que mal dava para caminhar. Mas por dentro, nada impressionante comparado com a fachada. Entrei então na famosa Galeria Vittorio Emanuele, endereço de marcas famosas. A galeria é pequena mas a arquitetura é bem bonita (principalmente os arcos que ficam no lado de fora do prédio). O engraçado foi ver a disposição das lojas no centro da galeria: numa das esquinas, Prada... na outra, Louis Vuitton... e na outra: Mc Donald's!!! Perdeu todo o glamour! Rs Saindo da galeria, sem ter feito nenhuma compra, encontrei o Teatro Alla Scala, considerado um dos templos de apresentação de óperas. Como não daria para ir a nenhum concerto, me contentei em visitar o museu do teatro. A exposição era bem pequena, mas de lá dá pra se visitar o hall de entrada principal e ter uma visão do teatro e do palco de um dos camarotes. Já havia lido um review dos Destemperados falando do restaurante Al Mercante em Milão. Fica próximo ao Duomo, e resolvi ir almoçar lá. Pedi um tradicional Risotto alla milanese... nada de especial, e muito caro (quer dizer, preço médio, considerando a localização). Mas depois de um mês na Itália, tive a oportunidade de comer em lugares muito melhores! Não recomendado. Agora, recomendado mesmo, é a rede de gelateria Grom. Eles fazem sorvetes artesanais utilizando ingredientes especiais da estação. Se gelatto italiano é bom, este daqui é o the beeeest! (Sim, perguntei para vários italianos qual era a melhor sorveteria italiana na opinião deles, e experimentei no mínimo uns 50 gelattos - das minhas duas viagens à Itália - para chegar nessa conclusão! Posso dizer que não tive uma experiência completa de Milão. Faltou ver o "A última ceia", na Santa Maria della Grazie, que exige reserva antecipada pela Internet. Mas quer saber? Podia voltar para o Brasil sem essa visita... Bom, esse era o fim da minha jornada pela Itália. Voltei para a estação de trem de Milão, e peguei o shuttle que leva até o aeroporto de Malpensa, comprado antecipadamente pela Internet. Ciao, grazie e arrivederci!
Lugano: a Suíça com gelatto e polentaDomingo, 14 de novembro de 2010Dá para imaginar o melhor da Suíça e da Itália num só lugar? No meu último final de semana da minha trip, sabia que estaria cansada e sem energias para programar um mochilão após 8 semanas. Por isso, já havia programado de ir para Lugano assim que cheguei na Itália, e comprei as passagens para não correr o risco de acabar desanimando. Além disso, gostaria muito de retornar à Suíça, para conhecer a parte italiana, situada mais à leste do país. Lugano é a cidade principal da região de Ticino, e fica à duas horas de trem de Padova, passando por Milão, onde há uma troca de trens (em que você tem que prestar muita atenção, pois a estação de trem de Milão tem mais de 30 plataformas, e às vezes eles decidem o gate de saída do trem somente faltando uns 10 minutos, e você precisa sair correndo para não perder o trem!). A sorte é que o trem para Lugano acabou atrasando, e foi razoavelmente tranquilo chegar até lá. Lugano é linda, pena que o tempo não ajudou muito, pois ficou nublado quase o tempo em que estive por lá. E já descendo na estação de trem, dava para ver o lago Lugano e os alpes suíços atrás, que eram menores que das outras regiões suíças, mas mesmo assim, muito bonitos! Depois da decepção do hostel em Chamonix, resolvi não arriscar ficar perambulando pela cidade atrás de hospedagem. Desta vez reservei um hostel chamado Montarina, que fica a 5 minutos a pé da estação de trem (só virar à direita, cruzar a linha de trem e subir uma ruazinha). A recepção é muito prestativa, e dá para pagar o valor total da hospedagem na chegada e em euros. Quando entre no quarto, eis minha surpresa: as camas eram todas uma do lado da outra! Rs. Quase nada de privacidade... Mas suficiente para uma noite de sono! Conversei com pessoas muito legais no hostel, como a Soledad, uma argentina que estava num congresso de Biologia em Lugano (que sorte!), e dividiu seu café-da-manhã no dia seguinte comigo. Já havia ouvido vários elogios deste hostel no blog da Fernanda França. Para atingir o centro existe um funicolare do outro lado da estação de trem, que você paga CHF 2 para descer ou para subir a ladeira. Mas para economizar vale a pena mais subir do que descer! Logo deixei minha pouca bagagem e fui passear com a câmera na mão. Neste final-de-semana aconteceu o Festival de Outono de Lugano, com degustação de comidas típicas da região ticinese, música e outros eventos ao ar livre. Uma das coisas que eu mais adoro fazer numa viagem é ir nestes festivais, porque são opotunidades de apreciar e conhecer melhor a cultura do local. A festa já estava rolando, e pude tirar várias fotos do festival:
Uma das comidas típicas de lá é a polenta. Haviam uns tachos gigantes com a especialidade:
Em Lugano, dá também para visitar o Parco Civico, que fica ao lado esquerdo da cidade (basta ir caminhando pela orla do lago que você chega ao parque). De lá tem uma vista ótima para o lago e os Alpes... tomei um gelatto na entrada do parque para não perder o costume! Adorei essas bolinhas! Lugano tem também algumas igrejas bonitas, como a San Rocco: Algumas atrações famosas de Lugano são os teleféricos, como o Monte Salvatore e o Monte Bré, de onde dá para se ter uma vista panorâmica da cidade. Não peguei nenhum por causa do mal tempo... mas aconselho para quem for lá num fim-de-semana de sol. Do centro também dá para pegar os barcos que fazem os passeios pelo lago Lugano, e levam os turistas em várias cidades. Dá para consultar todos os itinerários pelo site de Navigazione lago di Lugano. Tem um stand no porto principal perto do centro que vende também todos os passeios. Como o tempo não estava muito bom, resolvi ir no dia seguinte ao passeio da Swissminiatur, que fica à 40min de barco de Lugano numa cidade chamada Melide. Achei incrível... O parque tem 120 miniaturas das principais atrações turísticas da Suíça, e também o Duomo de Milão. O mais legal foi ver as miniaturas depois de ter visto muitos dos originais! Enquanto estava lá, o rádio da lanchonete estava ligado, falando das eleições no Brasil. Foi nostálgico ouvir sobre o meu país, em italiano, numa cidadezinha no fim-do-mundo! De volta, almocei e peguei o trem de volta à Milão para minha última semana de trabalho em Padova. Próximo fim-de-semana eu ia voltar para casa!
Entre gôndolas e castelosQuarta, 20 de outubro de 2010Como já dizia o ditado, "o melhor de viajar é poder voltar para casa"... Retornei para o Brasil na semana passada, e já pude matar a saudade daquele arroz-com-feijão da mamãe, do guaraná e do pão-de-queijo! (e é claro, do namorado!) Perdi um pouco a vontade de escrever no blog nas minhas últimas semana na Itália. Viajar é bom, mas depois de 6 semanas estava precisando de muita disposição para pegar a mochila, e mais uma vez, sair explorando e conhecendo os lugares. Mesmo assim não desanimei. No sábado, o tempo estava ensolarado, passei na feira que acontece todo o sábado na e aproveitando que Padova fica a apenas meia hora de trem de Veneza, resolvi ir almoçar lá. Veneza é sempre encantadora, mas também romântica... é claro que é muito melhor quando você tem uma companhia! Mas foi legal mesmo assim, deu para relembrar quando estivemos em Veneza no ano passado. Mesmo que tenhamos tirado quase novecentas fotos, ainda consegui tirar mais umas 50! A passagem de "vaporetto" é muito cara. Cada trecho, para turista, custa 6 euros. Acabei comprando o cartão Rolling Venice card num quiosque logo na saída da estação de trem de Santa Lucia. Este cartão pode ser utilizado por turistas até 29 anos, custa 22 euros (e não 18 como informa o site) e lhe dá livre transporte de vaporetto e mais descontos nas principais atrações por 72hs. Mesmo estando lá somente por uma tarde, achei que valia a pena. Explorei desta vez o lado "esquerdo" do Grande Canale, e aproveitei para ir em algumas atrações que ficaram faltando na nossa última visita à Veneza por 3 dias (sim, depois de 3 dias ainda tem coisas para fazer por lá). Fui no Ca'Rezzonico, um palácio/museu que pertenceu a uma família veneziana importante, na Capela Santa Maria della Salute, e é claro, dei uma passadinha novamente por Rialto e Piazza San Marco. Veneza estava bem lotado! Tinha até uma trânsito de gôndolas... De volta, encontrei a Laura e o namorado e eles me mostraram um pouco Padova no sábado à noite. Bem animado... pude tirar várias fotos noturnas e terminamos num barzinho subterrâneo. Dia seguinte, fui com eles e mais alguns amigos para uma visita em Castelbrando, um castelo em Cison de Valmarino, onde morou uma família muito rica do Vêneto, já foi até posto de militares durante a Segunda Guerra Mundial e hoje possui um museu, um hotel cinco estrelas, e um spa. De lá passamos num festival de Prosecco em Conegliano. Uma das coisas que eu amo na Europa são esses festivais. Fui em vários durante minah estada na Europa. Bom, mas falando mais do festival, além de ser à céu aberto, você comprava uma taça de vidro, e tinha direito a 2 degustações em várias barracas montadas pelos próprios produtores. Foi engraçado ver os italianos discutindo sobre qual prosecco era melhor (para mim eram todos iguais - todos bons!), e também a Laura tentando encontrar um prosecco que não fosse tão seco! Até o Eros Ramazotti (alguém já ouviu falar nele?) estava lá... mas ninguém dava bola pra ele, mesmo sendo tão famoso! Meu fim-de-semana foi muito italiano... tive oportunidade de fazer muitas coisas que só o pessoal de lá faz mesmo. Quem pode dizer: acho que vou para Veneza almoçar... nossa, muito surreal!
Enviado por Denise Mayumi
em
21:36
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