Domingo, 31 de maio de 2009
Sexta-feira. Dia de arrumar as malas, fazer as últimas compras, comer coisas gostosas. Foi um dia light. Ainda bem que a Val e o Marcelo (que dividem o apartamento com a Tati) nos ajudaram a descer os aproximados 110kg de bagagem, pelos 6 andares de escada do prédio... Ufaaa... E também foi uma ajuda enorme a carona que a Tati nos deu até o aeroporto. Nosso vôo estava marcado para as 22h20 e chegada no sábado de manhãzinha... 
Após a decolagem, foi lindo ver Paris de cima... e deu para ver até a Torre Eiffel! O vôo foi tranquilo, exceto pelo fato de não ter conseguido dormir muito. Fomos carinhosamente recepcionados pelos pais do Pedro e pelo Tiago no aeroporto, e depois por um café-da-manhã recheado de pão-de-queijo (viva a comida brasileira!), onde a minha família também marcou presença. Ainda estamos matando a saudade de todos aqui do Brasil e revivendo os momentos maravilhosos que passamos durante todo o mês de Maio na França e na Itália. Foram muitos lugares incríveis, muitas comidas deliciosas, experiências e aventuras, e o carinho de todos que nos acolheram. Obrigado especialmente à Tati, que foi uma "mama" para nós! E também ao Axel e sua família. É muito bom estar de volta 
Sábado, 30 de maio de 2009

Bom, de volta a Paris... Ainda bem que o clima estava mais ameno, comparado aos 40ºC lá na Toscana... afe, que calor! Aproveitamos esses últimos dias de viagem para relaxar um pouquinho: visitar os museus de Paris (que são muitos), passear, fazer compras, gastar os nossos últimos euros... e enfim, dormir! Nesse 1 mês de viagem, acordamos cedo, andamos bastante, visitamos muitos lugares, nos perdemos. Foi muito bom diminuir o ritmo (olha a foto d'eu dormindo no Tuileries).  Na terça-feira fomos ao Musée d'Orsay, debaixo de uma chuva... Enfrentamos uma fila que não demorou muito. O museu é legal, grande (não tanto quanto o Louvre), e possui muitas autores famosas, como Manet, Cézanne, Courbet, Renoir, Degas, e Monet. Estava tendo também uma exposição das esculturas de Rodin. Recomendado. Saindo de lá o tempo melhorou, e fomos fazer umas compras e jantar num restaurante recomendando pela Tati. Tomei um "Kir royal" que me deixou meia tonta... hehehe... Na quarta-feira, programa turistão: Museu do Louvre. O museu é realmente gigantesco e é preciso escolher o que se quer ver, dentre as três alas do museu. Não preciso nem falar que vale a pena, especialmente a coleção egípcia, os apartamentos de Napoleão, a coleção da América/Ásia/Oceania (que não é muito visitada, mas dê uma passada), e é claro, a Monalisa e a Vênus de Milo. De noite encontramos a Tati e o Axel para comer um delicioso fondue... hummm. 
Na quinta, fomos num museu não muito conhecido, o Musée de l'Orangerie, que também fica no Jardin des Tuileries. O museu é pequeno (e talvez até decepcione um pouco aqueles que pagam a entrada de EUR 9.0). Mas Monet escolheu o museu para abrigar a sua série de Ninféias, pintadas em paineis gigantes. É bem legal para quem gosta de Impressionismo. O museu possui outras obras mais modernas, como Picasso, Renoir e Cézanne. Saindo de lá fomos à Defénse, bairro moderno nos arredores de Paris, onde já tinhamos passeado antes da Itália. Lá possui um shopping (do jeito que conhecemos) que é bom para fazer compras. Fomos na casa da Gisele, uma amiga do Pedro, que tinha nos convidado para jantar. Ela mora por lá num apartamento bem legal. O jantar estava ótimo (obrigado Gi !).
Terça, 26 de maio de 2009

No sábado, acordamos tarde… Existia uma certa idéia de sairmos para um passeio pela região, mas resolvemos nos contentar em passar horas almoçando (uma massa feita pelo Carlos, e mais frios toscanos, regados a vinho da região) e depois fomos fazer uma compra para abastecer a geladeira (mais do que já estava abastecida). Antes de sairmos, porém, o pessoal foi fazer uma siesta e eu fiquei conversando com o Carlos, o que, além de muito agradável, foi ótimo para treinar o meu Italiano. À noite, um passeio pelos arredores do sítio, e um jantar-banquete novamente, só para não perder o costume.  No dia seguinte era dia de ira para San Giminiano e Siena, duas cidades medievais toscanas que mantém centros históricos com as construções antigas. San Giminiano, mais perto, é uma cidade bem pequena hoje em dia, apesar de já ter sido pólo da região. As 13 principais famílias tinham um jeito bem particular de mostrar seu poder, que era construindo torres no meio da cidade, por isso a cidade tem 13 torres, de alturas diversas. Subimos na maior delas para apreciar uma vista estonteante da Toscana e passeamos nas ruazinhas medievais onde só os moradores podem (ou querem) entrar com seus carros. Siena, já é uma cidade bem maior (dá a impressão de ser próxima do tamanho de Florença). Seu centro já é um pouco mais arrumado para os carros, e tem uma Catedral lindíssima por dentro e por fora. O almoço em Siena não foi nada mal (apesar do calor que fazia), mas o ponto alto do dia foram os Gelatos da Praça central da cidade. Quase voltamos para comprar outro Na volta nos perdemos um pouco pois todas as placas pareciam apontar para uma cidade chamada Voltera, mas chegamos a tempo de um outro banquete na casa do Axel.  No dia seguinte, domingo, ficamos na casa. A Tati não parou de arrumar as coisas, e nós fomos dar uma volta para comprar algumas coisas e conhecer o Olivetto da família, que produz azeite (que inclusive estamos levando para o Brasil). Segunda-feira foi um dia curto, com muita arrumação de malas para fazer caber mais 3l de azeite e duas garrafas de vinho nas malas que já tinham passado os 15 kgs permitidos pela Ryanair, o vôo em si e a volta para a casa da Tati. Pelo menos aqui em Paris estava razoavelmente quente, então o choque não foi grande.
Segunda, 25 de maio de 2009
Saímos na sexta-feira para passear em Florença um pouco mais. Depois de uma volta, ficamos na fila para subir na Cupula do Duomo, que, além de demorar eras, tem uma subida bem mal organizada, com várias partes onde quem está subindo tem que esperar quem está descendo (estranho, pois o prédio é simétrico e poderia-se usar um lado para subir e o outro para descer, como no Vaticano…). Mas valeu a pena: o Duomo ainda é o ponto mais alto da cidade, e de lá pudemos ver não só Florença, como os arredores toscanos. 
Cansados de subir escadas, resolvemos não ficar entrando em mais nenhuma atração florentina e ir buscar as malas no B&B para ir para Pisa, onde fomos encontrar com a Tati e o Axel, do lado da famosa torre inclinada. Bom, pelo que deu para ver no mapa turístico, Pisa não tem milhares de atrações além do Campo dei Miracoli, que talvez se chame assim por ser um milagre nenhum dos prédios (todos meio tortos) ainda não ter caído. A Torre é de longe o mais torto, e o povo fica fazendo as famosas fotos de segurar ou empurrá-la, o que deixa o lugar com cara de praça chinesa na hora do Tai Chi Chuan (e isso é bem engraçado, por sinal).  Nada melhora mais o humor de viajantes cansados de carregar suas malas que tomar um Gelatto depois de deixá-las no carro - no caso uma Sear Marbella de 1900 e bolinha que iria ser nossa companheira pelos próximos dias. Depois desse passeio rumamos em direção à casa da família do Axel, onde íamos passar as próximas noites. Chegando la, conhecemos o Zio Carlo, que foi nosso anfitrião nos dias seguintes. Ele nos preparou uma lasanha fresca que tinha encomendado no vilarejo local (hmmm) e uma selação de queijos e embutidos locais e franceses, todos regados com uma garrafa de vinho Chianti, produzido ali perto.
Domingo, 24 de maio de 2009
Hoje fizemos nossa primeira viagem de trem, após carregar nossas pesadas malas até a estação Termini, em Roma. A experiência foi boa. Depois de uma hora e meia de uma viagem confortável (bem melhor que a experiência do vôo da Ryanair) estávamos na estação Santa Maria Novella, em Florença. Após desembarcarmos, percebemos que não tínhamos trazido o endereço do B&B! Que cabeçudos. Mas enfim, tivemos a idéia de ligar o notebook na saída estação mesmo, e conseguimos conectar numa rede de Internet aberta, que nos salvou. Ainda bem que o nosso B&B era bem perto da estação, e a caminhada não foi muito longa debaixo do sol de 30ºC. Nosso aposentos são bons, melhores que em Roma, e pela barganha de EUR58 por um quarto com suíte. Saímos para almoçar e comemos muito bem e depois de enrolar um pouquinho, fomos andar pela cidade. Florença, ou Firenze, é bem pequena, e dá para fazer tudo a pé (o que é bom, porque aqui não tem metrô!). Caminhamos pelas ruas estreitas com prédios antigos, passamos pelo Duomo e chegamos até perto do rio Arno para avistar a Ponte Vecchio, que é bem famosa. Legal, mas… Atravessamos para tentar entrar no Giardino di Boboli, que é um parque gigantesco na cidade (pelo menos cobre uma parte verde bem grande no nosso mapa!). Porém eram 10 euros para entrar, e fechava logo. Achamos que não valia muito a pena. Aliás as atrações turísticas aqui encerram bem cedo (por volta das 18hs). Por isso é bom começar a passear logo de manhã.  Tomamos um gelato muito bom! Aliás, acho que é uma piada o que fazem com amantes de sorvete: fazem uma exposição ultra tentadora. Não tem como passar por uma gelateria e não comprar um sorvete… –.-* Passamos ainda pela Piazza della Signoria, onde estão expostos David, de Michelângelo (na verdade a cópia, pois o original está na Galleria dell’Accademia, também aqui em Firenze) e outras estatuetas famosas. Ainda antes das 18hs resolvemos voltar para o B&B, onde estamos agora.  Amanhã de manhã vamos tentar entrar em algum monumento. De tarde, vamos pegar um trem até Pisa, e de lá encontrar a Tati e o Axel em frente à torre torta! 
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